Momentitos culturales; hoy, poesía
Para que no crean que una es una inculta, les pongo un poema de la gran poetisa brasileña Cecilia Meireles. Ella es una prueba de que sí, es posible hacer poesía y no ser irremediablemente cursi o insoportablemente pedante. Y también demuestra que siempre hay alguien con más talento que dice exactamente lo que yo quería expresar, pero muchísimo mejor ( y la prueba está en que lo que farfullaba en el post Metafísica Puraya estaba definitivamente dicho en su poema Retrato
Y, por si fuera poco, me clavó en muchísimos otros textos, como el que sigue:
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,:
o outro desapareceu...
Y, por si fuera poco, me clavó en muchísimos otros textos, como el que sigue:
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,:
o outro desapareceu...
0 comentarios